Fim do super IPI brasileiro em 2018

O tal do super IPI, 30% acrescidos ao IPI de veículos importados comercializados no Brasil, será extinto.

Luiz Falcão, coordenador da Secretaria de Desenvolvimento do MDIC, afirmou que o tema já foi discutido. A assessoria de imprensa do ministério também confirma a informação. Os representantes da indústria automotiva já demonstravam o fim da sobretaxação, mas é a primeira vez que os governantes tomam uma decisão definitiva.

A portaria que trata o assunto será publicada até o final de setembro, para que possa vigorar já em 2018. Quanto ao super IPI, o assunto é polêmico devido ao Inovar-Auto: regime de incentivo à indústria lançado em 2012 pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Só escaparam deste super IPI, automóveis provindos do bloco do Mercosul ou México. Quanto aos demais fabricantes, já entraram em programas de cotas para isenção da sobretaxa.

O tributo estagnou o desenvolvimento de algumas marcas como a Kia, JAC e Chery. Esta controvérsia levou a OMC a condenar o Brasil por ‘subsídios disfarçados’ ao mercado de veículos.

Sobre o Rota 2030, Luiz Falcão afirmou que o relatório final será apresentado ainda este mês. A medida é que se estabeleça o prazo de noventena. O coordenador descartou a possibilidade de troca do atual método de cobrança das alíquotas para índices de eficiência energética.

“É uma ideia interessante, mas muito complexa porque estaria relacionada também ao volume de vendas dos carros. Por isso deve ficar para o médio prazo“, declarou.

Quando questionado, o MDIC informou que o assunto ainda está aberto para discussões entre membros do governo. Posteriormente, emitiu uma nota oficial sobre o tema:

Em relação à matéria “Rota 2030: legislação sai ainda em setembro”, publicada pelo portal Automotive Business, na última terça (12), o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), esclarece que:

  • O representante do MDIC mencionado no texto não é porta-voz do ministério para este assunto. O servidor acompanha, apenas, as discussões técnicas sobre a política.
  • Com relação à cobrança dos 30 pontos percentuais adicionais de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sobre veículos importados, a legislação brasileira em vigor prevê o fim desta cobrança em 31 de dezembro de 2017, data em que se encerra o programa Inovar-Auto.
  • Atualmente, está em discussão no Governo Federal se ocorrerá ou não alteração das alíquotas de IPI, cabendo ressaltar que o tema ainda não foi decidido.
  • Demais definições da nova política, a ser instituída a partir de 2018, estão em fase de ajuste fino, portanto, é prematuro fazer qualquer afirmação sobre temas tributários neste momento.
  • O MDIC se compromete a dar ampla divulgação à nova política automotiva, assim que todos os detalhes forem definidos.

Fonte: Carros, UOL.

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Piloto morre após acidente com carros históricos da F1

Na tarde da quinta-feira, feriado nacional do dia 7 de Setembro, uma notícia muito triste veio à tona ao mundo do automobilismo. Depois de sofrer um grave acidente durante a disputa pelo GP de Zandvoort, na Holanda, o piloto francês David Ferrer, com 61 anos, não resistiu aos ferimentos sofridos e veio a falecer. Já não é a primeira vez que um piloto morre durante a corrida na F1.

O GP era válido pelo campeonato de carros históricos da Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou a notícia do falecimento por meio de comunicados oficiais.

É com grande pesar que a FIA lamenta comunicar que o piloto Sr. David Ferrer infelizmente sucumbiu aos ferimentos sofridos no acidente em Zandvoort. A FIA presta suas mais sinceras condolências à família e aos amigos do Sr. Ferrer neste momento difícil e espera que todos se lembrem do brilhante piloto que o Senhor [Ferrer] foi, afirmou ela.

O piloto David Ferrer estava a bordo de seu March 701. Foi enquanto o pilotava que subitamente acabou sofrendo um grave acidente nas pistas holandesas.

O piloto passou pelos primeiros socorros de imediato no local e transportado por helicóptero até o hospital. Ainda assim, na capital da Holanda, ele acabou por não resistir aos ferimentos sofridos.

Logo atrás, justamente no momento do acidente, o piloto Paul Tattersall vinha com seu Ensign N179. Ele descreveu como impressionante o acidente ocorrido e nos afirmou que escapou de sua morte por muito pouco.

Eu tive uma fração de segundo para decidir se ia para a esquerda ou para direita, diz o piloto muito nervoso. Graças a Deus eu escolhi a direita, senão teria batido no David, terminou ele com lágrimas nos olhos.

A Fórmula 1 perdeu um grande e histórico piloto, cuja falta será sentida em diversas competições. O que espera porém é poder amparar a família de Ferrer a partir de então.

 

Fonte: Notícias Terra

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Emissão de poluentes e abolição dos carros à combustão?

A emissão de poluentes é uma preocupação do mundo todo ou virou modinha?

Em agosto, a Volvo declarou que por volta de 2019 todos os seus carros seriam elétricos ou híbridos. Logo depois, na terra da rainha, aponta-se que em 2040 todos os carros a combustão serão banidos do Reino Unido.

Essas declarações esquentaram o mercado. Será que o mundo do futuro chegou? Os carros elétricos são a nova revolução? Elon Musk é o cara?

Nos EUA, o mercado mais competitivo da história da indústria automotiva, projeta-se um volume próximo à marca dos 17 milhões de veículos, onde os elétricos/híbridos representam apenas 3% do montante. Dos 17 milhões, 500 mil são carros verdes.

E no Brasil? Como fica a emissão de poluentes, a circulação sustentável e os carros verdinhos?

Um levantamento foi realizado com todas as vendas de carros dessa tipologia na última década.

O Brasil entrou no mercado ‘verde’ em 2007 e fechará o ano de 2017, com participação de carros elétricos/híbridos em 0,14% do total vendido.

O mercado norte-americano é ligeiramente melhor por algumas diferenças. Por exemplo, um Toyota Prius custa por lá US$ 21 mil; e a renda média do trabalhador é US$ 52 mil.

No Brasil, o mesmo automóvel custa R$ 126 mil; e a renda média é de R$ 14,7 mil. Mesmo com a redução de custos e aumento do crédito, a participação chegaria a apenas 3% do mercado e somente na virada do século.

Nos países de primeiro mundo a realidade é diferente. Na Europa, principalmente, há uma preocupação recorrente com a redução da emissão de poluentes. Um carro europeu emite 135g de CO² por km², um brasileiro emite 115g. O Brasil emite menos poluentes devido à utilização do álcool como combustível; a meta europeia é reduzir em 25%.

Se nosso país quisesse planejar a redução na emissão de poluentes, o faria mais rápido e eficaz que a população de primeiro mundo. Uma política sustentável, o biodiesel, inovações… tudo seria mais rápido.

Os elétricos/híbridos no Brasil não serão tendência. A realidade brasileira é bem diferente do povo europeu, cultural ou financeiramente. Há, porém, aqui, uma vantagem absoluta sobre o álcool como combustível e sua produção – que poderia nos levar a patamares diferentes nesta disputa.

 

Fonte: Infomoney

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Destrave do mercado automotivo dá sinais

Ainda é difícil prever o que acontecerá neste semestre quanto ao assunto de recuperação de mercado.  Depois da boa reação, julho voltou a demonstrar a desaceleração no ritmo de vendas. Será que dessa vez haverá o destrave do mercado automotivo?

Ainda é provável que no balanço final, o crescimento supere os 4% presumidos pela Anfavea sobre 2016. Os números são descolados ao aumento do PIB e estimados em 0,5% em relação a 2016.

A primeira razão para isso é o recuo dos valores devido a baixa inflação. Na indústria automobilística isso se dá de maneira sutil. Além do realinhamento dos preços, equipamentos se agregam aos produtos sem mudanças nos preços sugeridos. O comprador ganha, mas não é captado pelos institutos de pesquisa.

O recuo da inadimplência também refletirá na liberação de créditos de financiamento de automóveis. A taxa Selic recuará ao fim do ano para o nível mais baixo de sua história e reduzirá os juros do crédito.

O aumento das vendas diretas (frotistas, locadoras) teve aspecto positivo. Mais pessoas circulam por meio de apps de mobilidade urbana. Ocorrerá um efeito negativo em grandes cidades com a diminuição do interesse pelo carro próprio, mas em cidades menores o efeito demorará a surgir.

No 27º congresso da Fenabre esses exemplos de destrave do mercado automotivo também ficaram claros. Diversos discursos de otimismo com a recuperação econômica foram declarados e anúncios de suporte à comercialização.

Chegou agora no Brasil a Kelley Blue Book. É uma plataforma com cotações online sobre automóveis norte-americanos e tem parceria com o site iCarros.

Enquanto isso, o Itapu anunciou o desenvolvimento de uma ferramenta que simula a compra e liberação do voucher de crédito de financiamento. Todo o processo não demora mais que 15 minutos.

E o Santander, dono do Webmotors, simplificou o processo de compra entre donos de carros usados. A ampliação do mercado facilitará a recuperação das vendas e dá os primeiros sinais da volta da confiança no ramo.

 

Fonte: Uol 

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Direção autônoma e assistência pessoal

Os modelos com direção autônoma, sem auxílio do motorista, modificarão as relações por completo. A relação entre pessoas e carros será transformada pois, não só meio de locomoção, seu veículo se tornará um assistente pessoal.

O veículo com direção autônoma já não é mais uma possibilidade, mas certeza. Para cumprir sua missão, porém, é necessário reduzir os acidentes a níveis próximos de zero. Não só, as falhas humanas precisam superá-lo, para garantir estabilidade de mercado. Essa realidade pode ser possível a partir de 2030.

Enquanto não vêm, as montadoras já trabalham no novo conceito do automóvel. O carro não é feito para motoristas, mas para ocupantes. Dentro dele será possível trabalhar, confraternizar, descansar e se divertir! Ele será pensado muito mais de dentro pra fora.

As principais revoluções estarão na cabine, que se tornará uma espécie de sala. Outra mudança, será na sua interação. O Concept i, da Toyota, tem portas com painéis que enviam mensagens aos ocupantes dos veículos próximos, como saudações ou avisos de segurança.

A propulsão é eletricidade pura e a maior aposta das montadoras – como Volvo. O desafio é aumentar a autonomia e reduzir o custo das baterias.

Alguns protótipos estão sendo demonstrados por montadoras, surpreendendo pela falta de pedais e – em alguns casos – volante. Alguns casos possuem manches (como aviões) para situações emergenciais.

Um caso demonstrado pela Bosch garante que ao adentrar a cabine o veículo reconhecerá seu rosto, configurações e preferências. Banco, sistema de som e espelhos serão ajustados automaticamente. Os comandos serão dados por gestos, o interior será como uma sala e os bancos frontais giratórios.

A Panasonic também demonstrou o conceito do interior de um ‘carro do futuro’. Além da direção autônoma e o conceito de banco giratório, o veículo é equipado com painéis de realidade aumentada ao invés de vidros. Neles, os ocupantes podem assistir, participar de conferências ou fazer pesquisas.

Possui nele, ainda, quatro telas produzidas com tecnologia 4K, posicionadas na mesa central da cabine. Ele participa dos protótipos que não possui pedais.

 

 

Fonte: Jornal do Carro. 

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