Como escolher um bom carro usado

A compra de carros usados de até 8 anos subiu 4% em 2017. Foi a segunda faixa etária mais negociada, perdendo somente para os seminovos – de até 3 anos de uso. Como escolher corretamente um veículo com essa idade?

Um veículo de seis anos tem entre 50.000/60.000 km rodados em média. Dependendo da marca e modelo, a necessidade de manutenções nesta quilometragem é decisiva para fechar negócio.

Há muito itens para prestar atenção. Veja alguns dos mais importantes na lista abaixo.

Pneus

São substituídos entre 30.000/40.000 km. Há porém aqueles que trocam somente os dois pneus em pior estado de conservação. Verifique atentamente o estado dos cinco pneus, inclusive o estepe.

Amortecedores

Depois dos 30.000 km rodados, os amortecedores vão perdendo sua ação. Se o carro estiver com alta quilometragem e essas peças ainda não foram substituídas, considere esse gasto. Troca de pneus e amortecedores costumam custar R$ 3.000.

Correia dentada

Não ultrapasse três anos de uso ou 50.000 km com a mesma correia. Inclusive, cobre a nota fiscal da troca para o vendedor. Esse item não deve ser negligenciado. Essa peça vencida pode prejudicar seu cabeçote e até o motor.

Superaquecimento

Dê uma boa olhada e procure nas conexões das mangueiras, ao lado da válvula termostática, no radiador e ao lado da tampa amarela do reservatório de água do motor por manchas rosadas ou avermelhadas. Esses sinais indicam vazamentos ou mau funcionamento do sistema.

Embreagem

Se o câmbio for automático, dê uma volta com o carro. A embreagem desgasta muito mais rápido e há muito mais incidência de problemas no módulo gerenciador nesses automóveis.

Lembre-se também que a embreagem de um câmbio automatizado é mais cara que a embreagem de câmbio mecânico.

Câmbio automático

É mais confiável, mas faz com que a troca do óleo hidráulico aconteça antes dos 50.000 km. É um serviço especializado, que precisa de profissionais habilitados. Uma simples troca de óleo pode se tornar um grande prejuízo.

Em um veículo com mais de 80.000 km essa substituição é imprescindível para evitar a perda de pressão interna do câmbio.

Direção hidráulica

Verifique ruídos ou vazamentos. Reparos na caixa ou bomba de direção hidráulica podem custar R$ 2 mil reais nos nacionais. E até R$ 4 mil em importados. No test-drive você pode verificar tais ruídos.

Se há algum vazamento, leve o carro ao mecânico. Um bom indício para problemas é se o nível do reservatório da direção hidráulicas estiver baixo.

Atente-se para noções importantes aos carros usados

As notas fiscais de manutenção e carimbos de revisão no manual são imprescindíveis no momento da negociação de um carro usado. Elas mostram quais serviços foram realizados e quais serão os problemas futuros.

Para você que está vendendo, é de bom grado oferecer uma vistoria veicular ao comprador. Mostre a ele que o seu veículo não possui graves problemas. Na Mais Visão, por exemplo, você pode encontrar esse tipo de serviço.

 

Fonte: G1

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Romi-Isetta: o pequeno, pioneiro e charmoso carro brasileiro

O primeiro Romi-Isetta saiu da linha de montagem em uma quarta-feira, 05 de setembro de 1956, em Santa Bárbara d’Oeste. Ele tinha 2,28m de comprimento e espaço para apenas duas pessoas. Antevia a necessidade de compactar o trânsito das cidades grandes.

Foi ali que nasceu um dos primeiros automóveis completamente nacionais. Ao qual os dias de glória acompanhados pelo pioneirismo, foram ofuscados.

Em 19 de setembro, poucos dias depois, a DKW colocou em circulação a perua Universal. Essa, por sua vez, foi tida por alguns como o primeiro carro brasileiro. O motivo: só era considerado automóvel se tivesse no mínimo duas portas. O Isetta só tinha uma.

O boato surgiu de onde ninguém sabe. Nem a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) conta com registros em seus documentos. Nada atesta a tese.

Talvez fora do ritmo da época, solucionando problemas inexistentes para um trânsito tão pequeno, o carro viveu pouco. Em abril de 1961, após 3 mil unidades serem fabricadas, a produção do simpático Romi-Isetta terminou.

A história do carro pequenino ainda vive, porém. Depois dos anos 80, começou a se instalar nos colecionadores um desejo de recuperar os carros restantes. Esse movimento ainda existe nos dias de hoje. Romi-Isettas são comuns de serem vistos nos encontros de carros antigos.

Nos anos 60, alguns carros montados no Brasil e importados da Itália precisavam ir à Brasília.  Com a construção da capital, o governo quis garantir a construção de estradas que chegassem até a cidade. Alguns dos eventos culminavam em muitas caravanas.

O ex-presidente Juscelino Kubitschek chegou a Brasília em um Romi-Isetta, empunhando uma bandeira. Bandeira a qual tremulou por todo o caminho, inclusive.

 

Fonte: Notícias Bol

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Alguns carros precisam acionar a embreagem para ligar

Em alguns veículos, somente o giro da chave não é o bastante para acionar o motor. É necessário, também, apertar a embreagem para ‘dar partida’. Afinal, você sabe porque  isso é tão importante?

Para saber o motivo, foram contatadas as empresas Ford e Hyundai, ambas fabricantes que exigem o procedimento. Outras empresas também adotaram esse método, como o Volks Polo, geração anterior.

Em nota, a empresa coreana nos afirmou que se trata de um procedimento de segurança, a fim de evitar que a partida seja dada no motor com o veículo engatado. De acordo com a empresa, essa técnica pode evitar muitos acidentes.

A Ford também segue esse princípio. Se o motor de partida for acionado com o carro engatado, a ação poderá gerar movimentos brusco no automóvel e causar danos. Tanto ao carro, como às pessoas. Por esse motivo, a empresa adicionou uma espécie de dispositivo que só permite ao motor ser acionado em partida com a flexão da embreagem. Evitando, por exemplo, que o movimento seja transmitido às rodas caso a marcha esteja engatada.

Esta é uma forma de impor atitudes de segurança recomendadas nos manuais de veículos de outras marcas. Também é motivado pela tranquilidade durante a direção – que a ação proporciona.

Ainda assim, não se vê nenhuma vantagem mecânica. Ao pisar na embreagem, com intuito do desacoplo do motor, não fará diferença nenhuma em sua durabilidade. Nem no motor, na na bateria, a menos que o veículo tenha mais de 50 anos.

A recomendação parte do tempo em que o sistema elétrico dos automóveis era de 6 volts. Não girar algumas engrenagens na partida ajudavam e tanto na economia de carga da bateria.

Desde 1960 os sistemas elétricos são produzidos em 12 volts e os motores de arranque são mais eficientes. As reduções planetárias internas também tornaram a prática desnecessária – a partir da visão crítica mecânica.

 

Fonte: Quatro Rodas, ABRIL

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Os carros da URSS através das Guerras

Ao falar dos carros soviéticos, o pensamento é direcionado a Lada. Porém, história dos carros da URSS vai muito além de Niva e Laika – os pioneiros a adentrar no Brasil, na década de 1990.

O cenário da Revolução Russa em alta nos relembrou os principais modelos fabricados por lá. A história iniciou em 1929, liderado por Stalin, que fechou acordo com a Ford para iniciar a produção.

A produção tomou força durante o pós-guerra, com a criação de diversas fábricas de veículos. O forte eram os coletivos. Em 1990, antes do colapso, a URSS fabricou 1,26 milhão de automóveis, conquistando o 6º lugar entre os maiores produtores mundiais.

A qualidade não era das melhores mas contava com soluções técnicas muito boas. Além disso, havia a valentia de rodar por tundras e estradas de gelo.

VAZ-2101

Um dos carros da URSS mais queridos e famosos. Que, no entanto, nasceu na Itália. Em 1966, decidiram construir uma fábrica para atender o aumento da demanda. Um acordo com a Fiat garantiu a produção.

O primeiro modelo foi o VAZ-2101, o Fiat 124 versão URSS. Popular, espaçoso, robusto. Ganhou logo o apelido de Zhiguli, devido às montanhas ao redor da fábrica. Chegou ao Brasil nos anos Collor, onde foi rebatizado por Lada Laika.

GAZ-M20 Pobeda

O Pobeda, que em russo significa Vitória, foi projetado pela estatal Gorky Avto Zavod (GAZ) durante a Segunda Guerra Mundial.

Possuía uma carroceria em monobloco, com suspensão dianteira independente e motor de quatro cilindros. Foi o símbolo da reestruturação do país durante o pós-guerra. Sua produção durou de 1946 a 1958. Foram fabricados, no total, 236 mil carros.

Moskvitch 400-420

Com as reparações da Segunda Guerra em 1945, os soviéticos levaram da Alemanha a Moscou parte das ferramentas utilizadas na produção do Opel Kadett primeira geração.

Foi então que o Kadett 1938 renasceu sob o nome de Moskvitch 400, o primeiro veículo popular após a guerra. Ele contava com faróis embutidos nas laterais e capô, além de motor de quatro cilindros. Foi fabricado de 1946 a 1956, contando com 250 mil exemplares.

 

Car Day Brasil Concours d’Elegance e os carros clássicos

Como se fosse um concurso de carros clássicos, um Packard Saoutchik Limo 1931 venceu o Car Day Brasil Concours d’Elegance. O concurso foi realizado no último dia 7, na Sociedade Hípica Paulista em SP.

A inspiração, trazida do ‘Pebble Beach Concours d’Elegance’ de 1950 na Califórnia, media a a elegância dos carros clássicos. Seria o ‘Miss Mundo’ do universo automotivo, enquanto o de SP seria o ‘Miss Brasil’. O que atingir a marca dada pela avaliação do júri especializado, vence e leva o prêmio Best of Show.

O Car Day, organizado pela FBVA, contou com participantes pagando até R$ 350,00 de ingresso e juízes da FIVA – entidade máxima do setor.

O evento foi muito bom, com uma seleção de automóveis de nível internacional“, diz Alec Daly, embaixador da FIVA para a América do Sul.

O presidente da Kia Motors no Brasil, José Luiz, levou doze carros de seu acervo para o concurso.

Estava faltando um evento desse no Brasil. ‘Araxá’ (evento similar, em Minas Gerais) é muito bonito, mas no último ano caiu o nível dos carros, sem clássicos de verdade. Aqui não: estão os melhores carros do país“, afirmou ele.

Car Day Brasil Concours d’Elegance, os carros foram expostos em:

  • Pré-Guerra: produção até 31 de Dezembro de 1945;
  • Grandes Clássicos do Pós-Guerra: até 31 de Dezembro de 1960;
  • Clássicos Esportivos Europeus: até 1977.

E dentro de cada fase, poderiam ocorrer as categorias:

  1. Ancestor: fabricação até Dezembro de 1905;
  2. Veteran: de Jan/1906 a Dez/1918;
  3. Vintage: de Jan/1919 a Dez/1930;
  4. Post Vintage: de Jan/1931 a Dez/1945;
  5. Post War: de Jan/1946 a Dez/1960;
  6. Sport Cars.

Além dos carros, o evento também exibiu uma coleção de guarda-chuvas famosos. Dentre eles, o mais charmoso era um Rolls-Royce. O público reclamou.

O evento foi feito com boas intenções, mas faltou experiência. Os carros não deveriam estar no campo, porque agora a chuva os impede de sair e entrar, por conta do colchão de areia sob o campo. Meu carro deveria ter ficado em posição de destaque, mas ficou de fora do campo, e isso me incomoda. Deveria haver um plano B“, lamenta um colecionador que não quis se identificar.

 

Fonte: UOL

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