Os carros da URSS através das Guerras

Ao falar dos carros soviéticos, o pensamento é direcionado a Lada. Porém, história dos carros da URSS vai muito além de Niva e Laika – os pioneiros a adentrar no Brasil, na década de 1990.

O cenário da Revolução Russa em alta nos relembrou os principais modelos fabricados por lá. A história iniciou em 1929, liderado por Stalin, que fechou acordo com a Ford para iniciar a produção.

A produção tomou força durante o pós-guerra, com a criação de diversas fábricas de veículos. O forte eram os coletivos. Em 1990, antes do colapso, a URSS fabricou 1,26 milhão de automóveis, conquistando o 6º lugar entre os maiores produtores mundiais.

A qualidade não era das melhores mas contava com soluções técnicas muito boas. Além disso, havia a valentia de rodar por tundras e estradas de gelo.

VAZ-2101

Um dos carros da URSS mais queridos e famosos. Que, no entanto, nasceu na Itália. Em 1966, decidiram construir uma fábrica para atender o aumento da demanda. Um acordo com a Fiat garantiu a produção.

O primeiro modelo foi o VAZ-2101, o Fiat 124 versão URSS. Popular, espaçoso, robusto. Ganhou logo o apelido de Zhiguli, devido às montanhas ao redor da fábrica. Chegou ao Brasil nos anos Collor, onde foi rebatizado por Lada Laika.

GAZ-M20 Pobeda

O Pobeda, que em russo significa Vitória, foi projetado pela estatal Gorky Avto Zavod (GAZ) durante a Segunda Guerra Mundial.

Possuía uma carroceria em monobloco, com suspensão dianteira independente e motor de quatro cilindros. Foi o símbolo da reestruturação do país durante o pós-guerra. Sua produção durou de 1946 a 1958. Foram fabricados, no total, 236 mil carros.

Moskvitch 400-420

Com as reparações da Segunda Guerra em 1945, os soviéticos levaram da Alemanha a Moscou parte das ferramentas utilizadas na produção do Opel Kadett primeira geração.

Foi então que o Kadett 1938 renasceu sob o nome de Moskvitch 400, o primeiro veículo popular após a guerra. Ele contava com faróis embutidos nas laterais e capô, além de motor de quatro cilindros. Foi fabricado de 1946 a 1956, contando com 250 mil exemplares.

 

Car Day Brasil Concours d’Elegance e os carros clássicos

Como se fosse um concurso de carros clássicos, um Packard Saoutchik Limo 1931 venceu o Car Day Brasil Concours d’Elegance. O concurso foi realizado no último dia 7, na Sociedade Hípica Paulista em SP.

A inspiração, trazida do ‘Pebble Beach Concours d’Elegance’ de 1950 na Califórnia, media a a elegância dos carros clássicos. Seria o ‘Miss Mundo’ do universo automotivo, enquanto o de SP seria o ‘Miss Brasil’. O que atingir a marca dada pela avaliação do júri especializado, vence e leva o prêmio Best of Show.

O Car Day, organizado pela FBVA, contou com participantes pagando até R$ 350,00 de ingresso e juízes da FIVA – entidade máxima do setor.

O evento foi muito bom, com uma seleção de automóveis de nível internacional“, diz Alec Daly, embaixador da FIVA para a América do Sul.

O presidente da Kia Motors no Brasil, José Luiz, levou doze carros de seu acervo para o concurso.

Estava faltando um evento desse no Brasil. ‘Araxá’ (evento similar, em Minas Gerais) é muito bonito, mas no último ano caiu o nível dos carros, sem clássicos de verdade. Aqui não: estão os melhores carros do país“, afirmou ele.

Car Day Brasil Concours d’Elegance, os carros foram expostos em:

  • Pré-Guerra: produção até 31 de Dezembro de 1945;
  • Grandes Clássicos do Pós-Guerra: até 31 de Dezembro de 1960;
  • Clássicos Esportivos Europeus: até 1977.

E dentro de cada fase, poderiam ocorrer as categorias:

  1. Ancestor: fabricação até Dezembro de 1905;
  2. Veteran: de Jan/1906 a Dez/1918;
  3. Vintage: de Jan/1919 a Dez/1930;
  4. Post Vintage: de Jan/1931 a Dez/1945;
  5. Post War: de Jan/1946 a Dez/1960;
  6. Sport Cars.

Além dos carros, o evento também exibiu uma coleção de guarda-chuvas famosos. Dentre eles, o mais charmoso era um Rolls-Royce. O público reclamou.

O evento foi feito com boas intenções, mas faltou experiência. Os carros não deveriam estar no campo, porque agora a chuva os impede de sair e entrar, por conta do colchão de areia sob o campo. Meu carro deveria ter ficado em posição de destaque, mas ficou de fora do campo, e isso me incomoda. Deveria haver um plano B“, lamenta um colecionador que não quis se identificar.

 

Fonte: UOL

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Carros mais antigos de Londres serão tributados

A prefeitura da cidade de Londres passou a cobrar a espécie de ‘pedágio extra’. Esta medida será aplicada aos carros mais antigos que entram ou circulam pela cidade.

Os motoristas londrinos já pagam, diariamente, a taxa de 11,5 libras (cerca de R$ 48,00) para poder circular em algumas áreas da cidade. A taxa por poluir a atmosfera, porém, ainda é novidade. O que acontece é que carros fabricados antes de 2006 pagarão o adicional de 10 libras (cerca de R$ 42,00), valor do novo tributo londrino por poluição. Em inglês, é o que chamam de Toxicity Charge [T-Charge].

Os carros que possuam motor à combustão e não atendam às normas europeias de emissões de gases, serão tributados. As normas valem pros veículos movidos à gasolina ou diesel e são conhecidas por Euro 4. Está em vigor na Europa desde o ano de 2005 e já exigiu várias mudanças no setor automotivo a partir desta data.

A taxa de poluição, T-Charge, é cobrada de segunda à sexta, no período entre 7h e 18h. O principal objetivo é a redução da poluição na capital inglesa nos momentos de maior volume de trânsito.

Alguns críticos já afirmaram que a cobrança pesará no bolso de motoristas mais pobres. E que, ainda assim, sua efetividade e impacto no esforço para a redução da poluição será muito pequena. Cerca de 6.500 veículos serão tributados por dia, sendo os carros mais antigos de Londres, mas isso corresponde a menos de 7% dos 103 mil em circulação diária.

 

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Carros antigos com valorização acima dos 130%

Os colecionadores de carros antigos que escondam o seu precioso tesouro! Um estudo realizado pela FGV SP demonstrou que esses veículos obtiveram retorno financeiro superior à taxa de juros Selic. Não só, como também ultrapassaram a taxa CDI ao longo do tempo.

De 24 modelos analisados entre 2005 a 2006 e 2015 a 2016, a Kombi Corujinha foi a mais valorizada: +135%. Mais de 100% de valorização para carros antigos, em apenas dez anos.

Até mesmo os cinco veículos com menor valorização obtiveram taxas superiores à inflação brasileira.

Dodge Charger (1973 a 1975)

Diferente dos modelos modernos e robustos, com rápida desvalorização, o modelo antigo se mantém. Dificilmente seu valor será reduzido com os anos, assim como o Dodge que valorizou 125,9% desde então.

Diferentemente dos modelos modernos, que perdem valor com o tempo, como ocorre com os bens de consumo em geral, o modelo antigo dificilmente tem seu valor reduzido com o passar dos anos, afirmou Luis Henrique Rigato. Ele é professor e coordenador do curso Master in Business and Management da FGV EAESP e um dos autores da pesquisa.

Os cinco modelos mais valorizados com o tempo foram:

  1. Kombi Corujinha – 1968 a 1975: 135,%;
  2. Dodge Charger – 1973 a 1975: 125,9%;
  3. Dodge Dart (02 portas) – 1970 a 1973: 117,7%;
  4. Camaro Coupê – 1967 a 1969: 116%;
  5. Maverick GV V8 – 1973 a 1976: 75,5%.

Enquanto isso, os que obtiveram a menor valorizaram foram:

  1. Mustang Hard Top – 1966 a 1968: -32,5%;
  2. Mercedes SL – 1973 a 1975: -27,8%;
  3. Rural Willys – 1968 a 1970: -13,1%;
  4. Porsche Envemo Super 90 – 1980 a 1982: -5%;
  5. Camaro conversível – 1967 a 1969: 2,4%.

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Esperava-se que os modelos mais desejados seriam os que mais se valorizavam, o que não ocorreu, comentou o autor do estudo, Prof. Arthur Ridolfo Neto.

Esses dados foram levantados através de questionários respondidos por 103 colecionadores. Também foram analisados por mais de 06 mil anúncios de classificados de vendas de carros antigos. Todos os dados se enquadram nas especificações da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA):

  • Fabricação superior há 30 anos;
  • Características originais de fabricação e Certificado de Originalidade reconhecido pelo Danatran.

E em termos comparativos, as taxas utilizadas foram as da caderneta de poupança, CDO, IGP-M e Selic durante a última década.

 

Fonte: O Globo

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Mostra de carros antigos na feira Expoari

Já na entrada do pavilhão instalado no APA em Ariquemes (RO), os apaixonados por carros antigos se sentem em casa. É a 34ª edição da Exposição Agropecuária de Ariquemes – EXPOARI, com destaque para mostragem de carros antiquados. Os estandes têm quatro veículos conservados, de 1960 e 1970, exposto ao público visitante.

A gente já chega vendo carros diferentes, muito bonitos, para quem gosta, como eu, de carros antigos, é apaixonante. Um mais lindo que o outro, a caminhonete é minha preferida, ela é muito linda, conta a analista de convênio Juliana Quimas.

O responsável pela exposição é Cleber Nantes, empresário no mercado de estética automotiva. Ele conta que a paixão o levou a colecionar.

A gente sempre teve a paixão por carros antigos, começamos colecionando carros antigos e tivemos a ideia numa visita ao exterior de fazer algo parecido em Ariquemes, diz ele.

Há garantia ao perfeito funcionamento dos automóveis e frequente uso.

Como a gente já tinha carros antigos, trouxemos para a Femuar, para divulgar o nosso negócio. O mais antigo é o Fusca que é de 67. De vez em quando, eu uso ele também. Todos eles são conservados, a mecânica, tudo em dia, diz.

Muitas empresas e diversos segmentos estão expondo produtos na Femuar. Edson Cesco, empresário na área de fertilizantes, é otimista com a feira.

A gente já percebeu que vai superar o ano passado, a gente percebe isso conversando com as pessoas, com os clientes, porque a atividade do agronegócio se mantém, ela não para, mesmo com a crise ela consegue subsistir, anunciou.

É possível, dentro do espaço, conhecer também a história da feira agropecuária e experimentar produtos. Não só isso, também é possível realizar a colocação de piercings e fazer tatuagens, além de diversos outros atrativos relevantes.

Fonte: G1

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