Caoa Chery quer produzir carro elétrico nacional

Carlos Alberto de Oliveira Andrade, 77, tem as iniciais no acrônimo do Grupo Caoa. É um executivo da Paraíba que cresceu no mercado automotivo por querer comprar um Ford Landau, em 1979, em Campina Grande.

Com o fato, CAOA se desentendeu com o dono da concessionária em razão dos atrasos na entrega e terminou por falir a empresa- que já vinha em decadência. Ele então, comprou a concessionária em troca da dívida.

Dessa forma, começou a crescer no ramo e se tornou o maior distribuidor da marca no país em 2006. Depois de 40 anos, ele promete que fará o primeiro carro elétrico nacional. Em uma conversa, Andrade desmentiu boatos e revelou planos sobre o acordo com a Chery. Também falou da situação com a Hyundai e as reações audaciosas de suas decisões.

A decisão mais audaz até agora foi adquirir 50% da Chery no Brasil, incluindo a fábrica em Jacareí (SP). A Caoa também se responsabiliza pela produção, comércio e importação da marca chinesa.

Alguns rumores sobre a inconsistência do mercado afirmavam que o surgimento da CAOA Chery seria o movimento do grupo para o iminente fim do contrato com a Hyundai para importação e produção nacional de alguns modelos..

A Caoa Chery, apesar de chinesa, pretende se apresentar como marca nacional nas mãos de Andrade. Ele, ainda audacioso, confirmou que está projetando os novos carros elétricos de origem brasileira.

Posso adiantar a você que o projeto está previsto para lançamento em 2021 ou 2022“, confirma. Fruto de esforço entre o departamento de Engenharia da Caoa e a alemã Edag, poderei realizar o que sempre foi um dos meus maiores sonhos: construir uma marca 100% brasileira. Senti que a Chery tem posição bem aberta de colaborar em todos os meus projetos, inclusive este. Por outro lado, conseguimos compreensão e sucesso ao negociar com o sindicato de trabalhadores em Jacareí,  o que sempre foi tarefa espinhosa para os chineses”. 

Andrade garantiu ainda que as promessas originais da chinesa serão mantidas, com rearranjo de datas. Há ações imediatas na marca, mas o lançamento do Tiggo 2 – por exemplo – teve de ser postergado.

Ele prefere se atentar a estratégias logísticas e operacionais da Chery, que precisam de reforço. Um ponto que levantará polêmica é a possibilidade da oferta de sete anos de garantia, um recorde para o mercado.

 

Fonte: Carros UOL

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Recall por risco de incêndio assusta

Há duas décadas  o Fiat Tipo virava fumaça. Diversos incêndios encerraram a trajetória do carro que até então era bem visto por seus usuários e revendedores. A fábrica demorou a anunciar o recall por risco de incêndio.

A marca só acertou o defeito, vazamento de fluído da direção hidráulica (líquido altamente inflamável), em um segundo chamado de recall. O caso pode arremeter ao que vem acontecendo com o novo Renault Kwid, sucesso em vendas. A montadora foi sutil ao revelar o defeito. A perfuração do tubo de combustível, porém, é um grande risco para os usuários do veículo.

Um representante da marca afirmou que o problema pode ser causado pelo mau posicionamento do tubo. Algumas unidades do automóvel saíram da fábrica sem braçadeira, peça que evita o contato da mangueira de combustível com uma polia. O contato pode causar atrito e romper o componente.

O recall nesses casos é obrigação da montadora, mas é a banalidade do assunto que vem assustando. Os chamados por incêndio se tornaram ações comuns.

Algumas das marcas que convocaram seus clientes este ano foram BMW, Ford, Honda, Jaguar, Mercedes e várias outras. Os carros foram chamados às oficinas para consertar os defeitos que poderiam gerar o incêndio.

Geralmente as falhas estão na produção, panes, vedação e outros tipos. As descrições das montadoras em seus chamados fazem parecer que os problemas são comuns e rotineiros. Esse tipo de problema definitivamente não é corriqueiro e pode apresentar um perigo gravíssimo aos passageiros e condutor.

O Kwid chamou atenção por envolver um carro recém-lançado e pelo valor não tão baixo. Geralmente, o recall por risco de incêndio é acionado para carros produzidos há mais de dez anos.

 

A discurso é padrão nas montadoras: preferem chamar milhares de carros, ainda que apenas um pequeno circo apresente o risco real. Além disso, há o pavor de novas ameaças como o Fiat Tipo surgiu – destruindo negócios e muitas vidas.

No final, o que nenhuma empresa quer é explicar o porquê de falhas tão tolas ocorrerem com tanta frequência na era dos tempos modernos. A mobilidade se transformou nos últimos anos e a tecnologia autônoma, por exemplo, vem criando expectativa em milhares de adeptos. Valeria investir em um carro robotizado que pega fogo na esquina?

 

Fonte: Folha de São Paulo

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Produção veloz da Tesla afeta qualidade de carros

Assim que os sedãs Model S e SUVs Model X saíram da linha de montagem da empresa em Fremont, Califórnia, foi a vez dos veículos elétricos fazerem outra parada: a de reparos. Estaria a produção veloz da empresa afetando na qualidade de seus veículo produzidos?

Carros de luxo geralmente exigem uma série de reparos antes mesmo de sair da fábrica, afirmaram alguns funcionários. A verificação de qualidade tem revelado defeitos em mais de 90% dos veículos Model S e Model X. As fontes citam ainda dados do sistema interno de acompanhamento da Tesla de Outubro. Funcionários informaram à Reuters que veem problemas desde, pelo menos, 2012.

A empresa afirmou que seu processo de qualidade, porém, é normalmente rigoroso; projetado para corrigir as menores imperfeições. Nenhum representante informou a taxa oficial de defeitos, a produção veloz de seus veículos ou comentou o citado pelos colaboradores.

Grandes e eficientes montadoras, como Toyota, têm taxas de reparo pós-montagem menor a 10%. A qualidade na montagem é essencial para a vida útil do automóvel, além do gasto com tempo e dinheiro em reparos.

A montadora afirmou que seus defeitos são pequenos e resolvidos em minutos. A Tesla atraiu consumidores com design elegante, tecnologia limpa e aceleração. 91% dos consumidores compraria um carro da empresa novamente.

Especialistas do setor afirmaram que a sobrevivência da marca depende agora da sua habilidade de produção de grandes volumes. Conforme começa a produzir o seu primeiro automóvel às massas, por exemplo. O Model 3 tem preço inicial de US$ 35,000.

A Tesla nunca teve lucros anuais e gasta cerca de US$ 1 bi por trimestre. Esse valor é insustentável sem a injeção de novos capitais ou grande aumento nas vendas para clientes convencionais.

Nunca duvidamos da habilidade da Tesla em fazer produtos interessantes com especificiações de qualidade, mas há uma diferença entre revelar algo e então produzi-lo perfeitamente em grande volume. A Tesla não aprimorou o último item ainda”, afirma o analista do Morningstar David Whiston de novembro.

 

Fonte: Exame

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Uber com frota de carros autônomos

A Uber entrou em um acordo a fim de adquirir milhares de carros da Volvo para preparar um frota de carros autônomos. A empresa já conta com 200 utilitários esportivos Volvo, equipados com direção autônoma. Esses veículos participam de testes em Pittsburgh e Tempe, nos Estados Unidos.

O contrato acertado recentemente preverá a compra de mais de 23 mil automóveis do modelo XC90 entre 2019 e 2021. O negócio deverá render aproximadamente a marca de US$1,4 bilhão (ou R$ 4,6 bilhões, no Brasil) à montadora.

A Uber acrescentará a sua própria grade de acessórios. Entre eles, sensores no teto dos carros e um sistema a fim de operá-los como parte da rede. Dessa forma, não será necessário nenhum condutor à direção do veículo.

O anúncio foi realizado 15 dias depois do anúncio em que a Waymo se pronunciou sobre o lançamento de carros totalmente autônomos, em um projeto-piloto que está sendo desenvolvido em Phoenix, no Arizona (EUA). A Waymo é a unidade de carros autônomos da Alphabet, atual dona da Google. Nenhuma outra empresa do setor automotivo conseguiu alcançar este marco.

Em 2016, a Uber junto à Volvo se comprometeu em parceria investir US$ 300 milhões no desenvolvimento de novos automóveis. A proposta seria impulsionar a tecnologia autônoma e preparar novos carros para funcionar sem a atuação de um motorista.

O negócio abrirá um leque enorme de novas fontes de receitas para a Volvo. A empresa já vinha de olho no setor de aplicativos para transporte, e agora, junto com a Uber, terá a possibilidade de alavancar seus projetos e investimentos.

Diversas fábricas e montadoras já fecharam contrato com os serviços de carona. A real intenção está em conseguir negócios para desenvolver a tecnologia mais influente do mercado atual. A GM e Jaguar Land Rover investiram na Lyft, por exemplo. Já a Volks apostou na Gett, rival da Uber.

Fonte: Folha  de São Paulo.

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Os carros da URSS através das Guerras

Ao falar dos carros soviéticos, o pensamento é direcionado a Lada. Porém, história dos carros da URSS vai muito além de Niva e Laika – os pioneiros a adentrar no Brasil, na década de 1990.

O cenário da Revolução Russa em alta nos relembrou os principais modelos fabricados por lá. A história iniciou em 1929, liderado por Stalin, que fechou acordo com a Ford para iniciar a produção.

A produção tomou força durante o pós-guerra, com a criação de diversas fábricas de veículos. O forte eram os coletivos. Em 1990, antes do colapso, a URSS fabricou 1,26 milhão de automóveis, conquistando o 6º lugar entre os maiores produtores mundiais.

A qualidade não era das melhores mas contava com soluções técnicas muito boas. Além disso, havia a valentia de rodar por tundras e estradas de gelo.

VAZ-2101

Um dos carros da URSS mais queridos e famosos. Que, no entanto, nasceu na Itália. Em 1966, decidiram construir uma fábrica para atender o aumento da demanda. Um acordo com a Fiat garantiu a produção.

O primeiro modelo foi o VAZ-2101, o Fiat 124 versão URSS. Popular, espaçoso, robusto. Ganhou logo o apelido de Zhiguli, devido às montanhas ao redor da fábrica. Chegou ao Brasil nos anos Collor, onde foi rebatizado por Lada Laika.

GAZ-M20 Pobeda

O Pobeda, que em russo significa Vitória, foi projetado pela estatal Gorky Avto Zavod (GAZ) durante a Segunda Guerra Mundial.

Possuía uma carroceria em monobloco, com suspensão dianteira independente e motor de quatro cilindros. Foi o símbolo da reestruturação do país durante o pós-guerra. Sua produção durou de 1946 a 1958. Foram fabricados, no total, 236 mil carros.

Moskvitch 400-420

Com as reparações da Segunda Guerra em 1945, os soviéticos levaram da Alemanha a Moscou parte das ferramentas utilizadas na produção do Opel Kadett primeira geração.

Foi então que o Kadett 1938 renasceu sob o nome de Moskvitch 400, o primeiro veículo popular após a guerra. Ele contava com faróis embutidos nas laterais e capô, além de motor de quatro cilindros. Foi fabricado de 1946 a 1956, contando com 250 mil exemplares.