Marcas de luxo começam a investir em imóveis

Não bastaram as bolsas ou carros. A onda agora é viver em casas de grife, em Miami. Armani, Fendi, Aston Martin e Porsche são algumas das marcas de luxo que investiram – ou investirão – em empreendimentos imobiliários pela cidade.

Em abril, foram entregues as chaves da Porsche Design Tower – uma torre de 60 andares. Somente seus três elevadores custam US$ 40 milhões e levam os carros aos apartamentos dos moradores. Os imóveis variam entre 443 m² a 880 m². As coberturas podem chegar a 1.350 m² e custam entre US$ 5,5 milhões e US$ 33 milhões. Alicia Keys fez um show exclusivo para os moradores na inauguração do empreendimento.

O Fendi Châteu Residences oferece amenidades como piscinas rodeadas por jardins tropicais e camas para relaxamento e aromaterapia – além do spa. Há também o restaurante exclusivo dos moradores e convidados. Um business center, academia de ginástica, sala de cinema e por aí vai.

Sunny Isles, ao norte de Miami Beach, é a área favorita da turma que pode pagar mais. No local, os moradores costumam chegar ao último degrau do luxo e design. No edifício Armani, serão disponibilizadas 308 unidades de imóveis, com preço que iniciam em US$ 3,5 milhões.

Aston Martin, famosa pelos carros esportivos, começou a construir um prédio de 66 andares. O edifício se destacará na paisagem de Miami por se parecer com um veleiro e deve estar pronto em 2022. Vinte por cento das unidades já foram vendidas, inclusive para entusiastas brasileiros. O tríplex tem 1.770 m² de área, por US$ 50 milhões – e conta com um Vulcan para estacionar em sua garagem, de brinde.

As duas torres de 50 andares do The Estates at Acqualina não terão assinatura de grife, mas seus lobbies e áreas foram projetados pelo estilista Karl Lagerfeld. Para ele, o lobby é essencial, já que é o local onde as pessoas socializam. Ele criou uma área com cascata de cristais em ambiente, em tons de azul, prata e rosa. Quase um vestido para marcas de luxo!

“É como uma sala de estar compartilhada. É a primeira impressão que temos quando visitamos as pessoas”.

Alexandra Wensley, vice-presidente de comunicação do empreendimento, afirma que o investimento foi idealizado pelo The Trump Group, avaliado em US$ 1,5 bilhão. O The Estates contará com uma área comum, denominada Circus Maximus, com diversas atrações – como pista de patinação no gelo e simuladores de F1.

Está em construção ainda o Missoni Baia, na Baía Biscayne, em East Edgewater. Rosita Missoni, matriarca da grife, acompanhou presencialmente o projeto. Tudo para que cada detalhe da obra tenha o zigue-zague característico da marca.

 

Fonte: Globo

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Caoa Chery quer produzir carro elétrico nacional

Carlos Alberto de Oliveira Andrade, 77, tem as iniciais no acrônimo do Grupo Caoa. É um executivo da Paraíba que cresceu no mercado automotivo por querer comprar um Ford Landau, em 1979, em Campina Grande.

Com o fato, CAOA se desentendeu com o dono da concessionária em razão dos atrasos na entrega e terminou por falir a empresa- que já vinha em decadência. Ele então, comprou a concessionária em troca da dívida.

Dessa forma, começou a crescer no ramo e se tornou o maior distribuidor da marca no país em 2006. Depois de 40 anos, ele promete que fará o primeiro carro elétrico nacional. Em uma conversa, Andrade desmentiu boatos e revelou planos sobre o acordo com a Chery. Também falou da situação com a Hyundai e as reações audaciosas de suas decisões.

A decisão mais audaz até agora foi adquirir 50% da Chery no Brasil, incluindo a fábrica em Jacareí (SP). A Caoa também se responsabiliza pela produção, comércio e importação da marca chinesa.

Alguns rumores sobre a inconsistência do mercado afirmavam que o surgimento da CAOA Chery seria o movimento do grupo para o iminente fim do contrato com a Hyundai para importação e produção nacional de alguns modelos..

A Caoa Chery, apesar de chinesa, pretende se apresentar como marca nacional nas mãos de Andrade. Ele, ainda audacioso, confirmou que está projetando os novos carros elétricos de origem brasileira.

Posso adiantar a você que o projeto está previsto para lançamento em 2021 ou 2022“, confirma. Fruto de esforço entre o departamento de Engenharia da Caoa e a alemã Edag, poderei realizar o que sempre foi um dos meus maiores sonhos: construir uma marca 100% brasileira. Senti que a Chery tem posição bem aberta de colaborar em todos os meus projetos, inclusive este. Por outro lado, conseguimos compreensão e sucesso ao negociar com o sindicato de trabalhadores em Jacareí,  o que sempre foi tarefa espinhosa para os chineses”. 

Andrade garantiu ainda que as promessas originais da chinesa serão mantidas, com rearranjo de datas. Há ações imediatas na marca, mas o lançamento do Tiggo 2 – por exemplo – teve de ser postergado.

Ele prefere se atentar a estratégias logísticas e operacionais da Chery, que precisam de reforço. Um ponto que levantará polêmica é a possibilidade da oferta de sete anos de garantia, um recorde para o mercado.

 

Fonte: Carros UOL

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Produção veloz da Tesla afeta qualidade de carros

Assim que os sedãs Model S e SUVs Model X saíram da linha de montagem da empresa em Fremont, Califórnia, foi a vez dos veículos elétricos fazerem outra parada: a de reparos. Estaria a produção veloz da empresa afetando na qualidade de seus veículo produzidos?

Carros de luxo geralmente exigem uma série de reparos antes mesmo de sair da fábrica, afirmaram alguns funcionários. A verificação de qualidade tem revelado defeitos em mais de 90% dos veículos Model S e Model X. As fontes citam ainda dados do sistema interno de acompanhamento da Tesla de Outubro. Funcionários informaram à Reuters que veem problemas desde, pelo menos, 2012.

A empresa afirmou que seu processo de qualidade, porém, é normalmente rigoroso; projetado para corrigir as menores imperfeições. Nenhum representante informou a taxa oficial de defeitos, a produção veloz de seus veículos ou comentou o citado pelos colaboradores.

Grandes e eficientes montadoras, como Toyota, têm taxas de reparo pós-montagem menor a 10%. A qualidade na montagem é essencial para a vida útil do automóvel, além do gasto com tempo e dinheiro em reparos.

A montadora afirmou que seus defeitos são pequenos e resolvidos em minutos. A Tesla atraiu consumidores com design elegante, tecnologia limpa e aceleração. 91% dos consumidores compraria um carro da empresa novamente.

Especialistas do setor afirmaram que a sobrevivência da marca depende agora da sua habilidade de produção de grandes volumes. Conforme começa a produzir o seu primeiro automóvel às massas, por exemplo. O Model 3 tem preço inicial de US$ 35,000.

A Tesla nunca teve lucros anuais e gasta cerca de US$ 1 bi por trimestre. Esse valor é insustentável sem a injeção de novos capitais ou grande aumento nas vendas para clientes convencionais.

Nunca duvidamos da habilidade da Tesla em fazer produtos interessantes com especificiações de qualidade, mas há uma diferença entre revelar algo e então produzi-lo perfeitamente em grande volume. A Tesla não aprimorou o último item ainda”, afirma o analista do Morningstar David Whiston de novembro.

 

Fonte: Exame

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Uber com frota de carros autônomos

A Uber entrou em um acordo a fim de adquirir milhares de carros da Volvo para preparar um frota de carros autônomos. A empresa já conta com 200 utilitários esportivos Volvo, equipados com direção autônoma. Esses veículos participam de testes em Pittsburgh e Tempe, nos Estados Unidos.

O contrato acertado recentemente preverá a compra de mais de 23 mil automóveis do modelo XC90 entre 2019 e 2021. O negócio deverá render aproximadamente a marca de US$1,4 bilhão (ou R$ 4,6 bilhões, no Brasil) à montadora.

A Uber acrescentará a sua própria grade de acessórios. Entre eles, sensores no teto dos carros e um sistema a fim de operá-los como parte da rede. Dessa forma, não será necessário nenhum condutor à direção do veículo.

O anúncio foi realizado 15 dias depois do anúncio em que a Waymo se pronunciou sobre o lançamento de carros totalmente autônomos, em um projeto-piloto que está sendo desenvolvido em Phoenix, no Arizona (EUA). A Waymo é a unidade de carros autônomos da Alphabet, atual dona da Google. Nenhuma outra empresa do setor automotivo conseguiu alcançar este marco.

Em 2016, a Uber junto à Volvo se comprometeu em parceria investir US$ 300 milhões no desenvolvimento de novos automóveis. A proposta seria impulsionar a tecnologia autônoma e preparar novos carros para funcionar sem a atuação de um motorista.

O negócio abrirá um leque enorme de novas fontes de receitas para a Volvo. A empresa já vinha de olho no setor de aplicativos para transporte, e agora, junto com a Uber, terá a possibilidade de alavancar seus projetos e investimentos.

Diversas fábricas e montadoras já fecharam contrato com os serviços de carona. A real intenção está em conseguir negócios para desenvolver a tecnologia mais influente do mercado atual. A GM e Jaguar Land Rover investiram na Lyft, por exemplo. Já a Volks apostou na Gett, rival da Uber.

Fonte: Folha  de São Paulo.

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Crédito para carros mais baratos está se recuperando

Devido a crise e suas complicações, os carros mais baratos foram os maiores prejudicados. Isso aconteceu porque o público-alvo de sua compra, os consumidores de menor renda, sofreram mais. A alta no desemprego associada à restrição de crédito para carros culminou no menor pode de compra.

Agora, com o Brasil se restabelecendo da crise e voltando a gerar empregos, o cenário mudará. A maior oferta de crédito para carros tem chegado aos mais pobres de forma lenta, mas crucial. A oferta é muito mais rápida para os mais ricos, mas disso já sabemos o porquê.

Está havendo um retorno gradual do consumidor de baixa renda ao mercado de veículos. E isso está sendo possível graças ao crédito”, afirma o consultou especializado no setor automotivo, Valdner Papa. Ele é ainda o presidente da ConsultMotors.

No fim disso tudo, o resultado é que o segmento mais barato do mercado voltou a crescer. Ou seja, os carros de entrada, ainda que com certo atraso sob os segmentos de carros mais caros, estão se reerguendo no cenário nacional.

O financiamento de crédito para carros de entrada subiu 3,3% em setembro sob agosto, de acordo com dados provindos pela B3. A consequência é que a participação desses carros nos financiamentos subiu de 20% para 24% na mesma comparação.

A melhora fez com que a taxa de aprovação dos financiamentos para os automóveis de todos os segmentos (que durante a crise caiu para três, a cada dez pedidos), desse um primeiro passo e chegasse a 40%.

Fonte: Isto é Dinheiro

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