Interrupção das vendas de veículos brasileiros em recall

Muitos veículos brasileiros estão listados em recall e alguns continuam circulando de forma irregular (Veja mais em: Airbags mortíferos causam o maior recall da história). Dessa forma, alguns fabricantes foram obrigados a desativá-los até que a regularização da entrega do novo componente.

As chamadas têm motivos diversos, onde muitas colocam em risco a vida dos passageiros. Para resguardá-los, o deputado federal Alexandre Valle propôs a interrupção da venda de veículos com recall anunciado. Esta proposta foi realizada na Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados.

“Precisamos parar imediatamente a comercialização de todos os veículos que entram em recall. As seguradoras não podem fazer o seguro, não podem transferir o veículo, não podem vender. Não adianta achar que vai mandar cartinha e vai resolver o problema. Não vai, pessoas estão morrendo por falhas mecânicas”, afirmou Valle.

A fiscalização do poder público deve ser mais assertiva para evitar a comercialização de tais veículos. É o caso dos airbags da Takata, que foram desligados por falta de peças de reposição.

De acordo com o Instituto de Defesa do Consumidor, o cuidado com o recall não é tão importante assim no Brasil. Autoridades norte-americanas, por exemplo, analisam até mesmo carros antigos – devido a sua exposição à elementos naturais e idade.

O Ministério Público abriu processo contra as montadoras que demorarem a convocar os veículos brasileiros à recall. Além do comunicado no documento do veículo, o Ministério pretende obrigar o Denatran a fornecer o endereço dos proprietários às montadoras.

De acordo com Carolina, em dez anos o número de recall aumentou 200% em nosso país. A comunicação do problema, hoje em dia, é feita majoritariamente por meios de comunicação ou rede social.

As montadoras afirmam que o carro é um produto complexo de 5 mil parte, que pode ter defeitos. O governo disponibilizou uma lista de todos os modelos em recall pelo país, para que o consumidor se cadastre a receba avisos de novas chamadas por e-mail. Para acessar o portal, clique aqui.

 

Fonte: Notícias Automotivas

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Descarte das baterias de carros elétricos

Os carros elétricos compõem uma realidade cada vez mais próxima do mercado. Com isso as empresas agora têm de se preparar para os resultados e descartes dessa brincadeira. Quanto à questão ambiental: qual o descarte das baterias de lítio-íon quando se esgotarem?

Os milhões de baterias usadas em todo tipo de produto, como smartphones, já consomem muitos recursos. Aproximadamente dois bilhões de dólares em metais e minerais, somente em 2015.

O descarte das baterias termina em depósitos de lixo ou acumulando nas casas – mas sem uso. As baterias utilizadas nos veículos elétricos são muito maiores e duram entre oito e dez anos. Elas somarão 90% do mercado das baterias de lítio-íon em 2025. A demanda por lítio quadruplicará, assim como a de cobalto aumentará duas vezes mais – as principais matérias-primas.

Embora a reciclagem desses materiais de pequeno porte não seja uma prática comum, espera-se que o cenário mude com a circulação dos carros. As empresas esperam, também, poder lucrar com isso.

Uma das principais dificuldades é padronizar o processo de reciclagem. A bateria dos carros, por exemplo, tem diversos químicos incorporados, assim como cada bateria emprega seu próprio composto.

“Cada um emprega uma formulação própria.As baterias chumbo-ácidas são muito mais simples”, afirmou Linda Gaines, analista do governo americano.

A OnTo Technology que contornar o problema: utilizar baterias expiradas na produção de eletrodos utilizados em baterias novas. Ao invés de decompor o material, extrair seus componentes e reaproveitá-lo.

“Em 2025, esse certamente será um setor robusto. Daqui até 2020, vamos aprender sobre como colocar isso em prática“, disse Steve Sloop, fundador da empresa.

Elon Musk, o deus do mercado, afirmou que a Gigafactory, unidade de produção das baterias Tesla seria acionada por energia limpa. Incluindo o processo de reciclagem e aproveitamento. China e União Europeia também adotaram regras para que os fabricantes sejam responsáveis pelo descarte dos seus produtos.

 

Fonte: Folha

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Carros antigos com valorização acima dos 130%

Os colecionadores de carros antigos que escondam o seu precioso tesouro! Um estudo realizado pela FGV SP demonstrou que esses veículos obtiveram retorno financeiro superior à taxa de juros Selic. Não só, como também ultrapassaram a taxa CDI ao longo do tempo.

De 24 modelos analisados entre 2005 a 2006 e 2015 a 2016, a Kombi Corujinha foi a mais valorizada: +135%. Mais de 100% de valorização para carros antigos, em apenas dez anos.

Até mesmo os cinco veículos com menor valorização obtiveram taxas superiores à inflação brasileira.

Dodge Charger (1973 a 1975)

Diferente dos modelos modernos e robustos, com rápida desvalorização, o modelo antigo se mantém. Dificilmente seu valor será reduzido com os anos, assim como o Dodge que valorizou 125,9% desde então.

Diferentemente dos modelos modernos, que perdem valor com o tempo, como ocorre com os bens de consumo em geral, o modelo antigo dificilmente tem seu valor reduzido com o passar dos anos, afirmou Luis Henrique Rigato. Ele é professor e coordenador do curso Master in Business and Management da FGV EAESP e um dos autores da pesquisa.

Os cinco modelos mais valorizados com o tempo foram:

  1. Kombi Corujinha – 1968 a 1975: 135,%;
  2. Dodge Charger – 1973 a 1975: 125,9%;
  3. Dodge Dart (02 portas) – 1970 a 1973: 117,7%;
  4. Camaro Coupê – 1967 a 1969: 116%;
  5. Maverick GV V8 – 1973 a 1976: 75,5%.

Enquanto isso, os que obtiveram a menor valorizaram foram:

  1. Mustang Hard Top – 1966 a 1968: -32,5%;
  2. Mercedes SL – 1973 a 1975: -27,8%;
  3. Rural Willys – 1968 a 1970: -13,1%;
  4. Porsche Envemo Super 90 – 1980 a 1982: -5%;
  5. Camaro conversível – 1967 a 1969: 2,4%.

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Esperava-se que os modelos mais desejados seriam os que mais se valorizavam, o que não ocorreu, comentou o autor do estudo, Prof. Arthur Ridolfo Neto.

Esses dados foram levantados através de questionários respondidos por 103 colecionadores. Também foram analisados por mais de 06 mil anúncios de classificados de vendas de carros antigos. Todos os dados se enquadram nas especificações da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA):

  • Fabricação superior há 30 anos;
  • Características originais de fabricação e Certificado de Originalidade reconhecido pelo Danatran.

E em termos comparativos, as taxas utilizadas foram as da caderneta de poupança, CDO, IGP-M e Selic durante a última década.

 

Fonte: O Globo

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Como será o carro em 2030?

No momento, é a tal da classe média chinesa que vem garantindo o mercado global de automóveis. O carro em 2030, atingirá o pico das vendas chinesas. A partir de então, a totalidade das pessoas que terão carro próprio sofrerá o maior decline já visto e passará a ser estendida e negociada como serviço.

Será uma grande, se não a maior, revolução na indústria automobilística – gerando impactos em toda a cadeia. Desde a distribuição de matérias à produção efetiva, todos serão afetados. Os estudos são provenientes do banco suíço Julius Baer sobre mobilidade.

O banco, com presenças em mais de vinte países, tem a Suíça e a Ásia como mercados principais – com sede localizada em Zurique. Ele analisou alguns dados sobre a situação do setor automotivo, principais tecnologias, e – principalmente – os novos hábitos de consumo.

A sociedade moderno o fez concluir que, ainda no cenário com maior influência conservadora, haverá grandes migrações para modelos autônomos e menos poluentes. Veículos elétricos ou híbridos serão a febre mundial e tomarão a predileção pelo seu uso compartilhado. Será a era do Green Car?

O congestionamento nas grandes cidades, a dificuldade em encontrar locais para estacionar, o custo e a burocracia para manter um carro desmotivam a aquisição de um veículo próprio. O impacto será grande – e potencialmente negativo – para os fabricantes de automóveis e para a rede de revendas e manutenção, é o que afirmam as análises de dados.

Não só a poluição, como a questão econômica é um grande relevante. Os automóveis ‘verdinhos’ (elétricos) serão menos propensos a dar problemas mecânicos. Por outro lado, haverá excelentes oportunidades para engenheiros e mecânicos especializados na eficiência energética e baterias elétricas. Assim como para os fornecedores de lítio e cobalto.

Na próxima década, 100% dos veículos estarão conectados a redes móveis – permitindo assistência remota e serviços sob demanda.

Ideias;Tecnologia;Carros;* estimativa Fontes: Banco Mundial, Julius Baer, OICA e ONU (Foto: Reprodução)

Fonte: Época

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Denatran liberará dados de donos de veículos em recall

O Denatran permitirá o envio de dados dos donos de veículos para recall em montadoras. O objetivo, segundo o governo, é aumentar a porcentagem de atendimentos no país.

As marcas costumam avisar por carta e promovem o recall em outros meios de comunicação, mas afirmam que só têm contato do primeiro dono do veículo. Ao acessar o banco de dados, chegarão aos donos atuais.

Honda, Nissan e Toyota, envolvidas no recall dos ‘airbags mortais’ (Veja mais em: Airbags mortíferos causam o maior recall da história) afirmaram que solicitarão as informações. Além delas, outras 6 montadoras têm interesse.

De acordo com o Denatran, somente os dados dos donos de veículos com recall em aberto serão liberados. A legislação permite que dados sigilosos sejam repassados, com autorização do departamento responsável.

A justificativa, para esse caso, é a proteção do interesse público e geral preponderante. Consta na lei 12.527, ‘de acesso à informação’. Para Danilo, professor da UERJ, o Denatran deve garantir a segurança das informações.

É necessário que o órgão tenha o maior cuidado possível, que seja feito o controle, e que seja implementado de forma suficiente. Caso contrário, você coloca a última palavra nas mãos da montadora.

O departamento afirmou que tem métodos de verificação da utilização das informações, mas não especificou.

Se a fabricante utilizar os dados dos proprietários para outros fins, como promover comércio, terá revogado o acesso ao banco de dados por completo.

O governo cobrará o acesso das montadoras aos dados cadastrais. O custo varia de acordo com a quantidade de pessoas. Até 50 mil consultas, cada uma sai por R$ 1,01 e o valor será reduzido conforme os acessos.

Honda e Chevrolet já afirmaram que pedirão acesso. Assim como a Chery, Ford, Mitsubishi, Nissan, Suzuki, Toyota e Volkswagen.
O Detran SP já tinha decidido dar acesso à Honda aos proprietários dos envolvidos nos ‘airbags mortais’. Afirmou também que estenderia o precedente a outras montadoras que tivesse interesse.
Fonte: G1
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