Qual o futuro da Tesla?

Um dos mais badalados executivos da indústria automobilística é Robert Lutz, não se pode negar. Mas, quando se fala da Tesla, ele é pouco confiante… O que o marco do automobilismo teria a dizer sobre o futuro da empresa?

Além disso, ele é uma lenda viva no setor, tendo sido vice presidente da General Motors e alto executivo na Ford, Chrysler e BMW.  Aliás, ele adora automóveis, pilota aviões e tem um exemplar na garagem de sua casa.

O americano nascido na Suíça tem agora 85 anos e redige artigos direcionados ao setor. A propósito, foi responsável por lançamentos importantes, como o carro elétrico da GM; visto que foi a companhia responsável por sua aposentadoria em 2010.

Talvez provavelmente por sua atuação em diversas empresas, Lutz é reticente enquanto à Tesla. Não apenas, ele brinca com o assunto: é melhor que os colecionadores comprem o Model S, já que em 25 anos ele será um carro raro e a empresa estará quebrada.

“Uma pena, dirão todos, pois o carro foi o melhor e mais rápido elétrico do mundo, mas a Tesla faliu...”

Em entrevista ao Los Angeles Times ele afirmou que a empresa quebrará por causa de seus custos. Estimados em US$ 500 mil por hora, eles são muito maiores que os lucros. Além disso, não há possibilidade de reversão imediata da situação.

A Tesla vem trabalhando no vermelho e o primeiro modelo a ser produzido em elevado volume (Model 3) não deslancha. O possante seria vendido por US$ 35 mil, o mais acessível valor proposto pela Tesla. Os outros dois, Model S e Model X estão entre US$ 70 mil a US$ 100 mil.

Elon Musk até construiu uma fábrica de baterias em Nevada, mas não as produz rápido o suficiente para abastecer as linhas de montagem na Califórnia. A empresa supera a Ford e GM na bolsa, mas baseada em rentabilidade futura.

Lutz afirmou que a Tesla não aportou tecnologias inovadoras para o setor. Sua única diferença foi apostar no carro elétrico e construir uma fábrica exclusiva para produzi-lo.

As baterias são exatamente as mesmas utilizadas pelos outros, mas as outras marcas estão oferecendo-as por preços inferiores ao Tesla e com maior know-how agregado. A falta de credibilidade na empresa está ligada ao seu fechamento sempre no vermelho. É humanamente impossível administrar algo que está ‘quebrado’ desde o início.

Além da falta de eficiência, há ainda a falta de rede de concessionários. O que poderia funcionar enquanto haviam dois modelos em pouca produção, não pode entregar e dar manutenção ao Model 3, por exemplo. Não há efetividade o suficiente para a produção de 500 mil unidades anuais, como o esperado.

 

Fonte: Auto Papo

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Vendas de carro usado com valor até 20% superior

Certamente, a maior dificuldade para trocar seu carro usado por um novo será encontrar quem pague um valor justo para o artigo já velho. Assim, é difícil encontrar compradores que enxerguem a importância daquele artigo na vida do seu dono e, analogamente, o verdadeiro valor daquilo em si.

Decerto, as concessionárias oferecerão valores abaixo do indicado pela Tabela FIPE… isso não é incomum. A tabela é utilizada como um levantamento tradicional para verificar os valores de veículos no mercado. Então, a alternativa está em vender o seu carro usado diretamente ao comprador.

Entretanto, com a segunda alternativa, a negociação costuma envolver inseguranças e burocracia.

Quem tem um carro usado ou seminovo costuma procurar lojas ou concessionárias. Essas, normalmente, tendem a depreciar o valor do veículo em pelo menos 20%. Outra forma muito trabalhosa é a venda direta para outra pessoa física. Nesta, o proprietário anuncia a venda e tenta encontrar alguém que pague o que ele considera como um preço justo, sem ter noção se de fato o carro tem aquele valor, e, isso pode levar meses.

É o que explica Athus Formiga, fundador e CEO da 123Carros. A Startup viabiliza a compra e venda de veículos entre pessoas físicas.

O fluxo de venda oferecido pela empresa é realizado através da inspeção, divulgação e venda.

Na etapa de Inspeção, o carro usado passa por uma averiguação gratuita. Essa inspeção serve para avaliar seus itens componentes, identificar o estado de conservação e cotação. Logo após, o veículo é precificado com média de valor 20% maior do que o encontrado nas concessionárias;

Formiga explica que, logo depois de definido o valor do automóvel com o vendedor, todo o passo-a-passo é feito pela 123Carros. Desde o anúncio em canais de divulgação à negociação, transferência, regularização dos documentos e pagamento.

“Nosso objetivo é minimizar o volume de fraudes que existem no processo de compra e venda de carros usados e semi-novos. Por isso, pedimos aos nossos clientes exclusividade para negociar a venda. Isso nos traz agilidade e rapidez para comercializar o veículo que, em média, é vendido em até 45 dias”, conta.

Para que você possa entender um pouco mais, o objetivo da empresa é ajudar em todo o processo de compra-venda. Assim, garante-se que o comprador encontre um bom carro, indo de encontro com suas necessidades. Não apenas, garante também que o vendedor possa passar por tudo isso sem dores de cabeça.

Como avaliamos todo o histórico de documentos e gravame, e também identificamos se os carros anunciados passaram por algum sinistro, conseguimos viabilizar uma compra com total transparência, o que gera segurança para as duas pontas, comprador e vendedor”, explicou o CEO.

Fonte: Info Money

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Fiat deixará o mercado italiano

A fim de transformar a Fiat Chrysler Automobiles, o CEO Sergio Marchionne voltará para o início. Surpreendentemente, a Fiat voltará para a Itália – mas não como antes.

Não está entendendo? Vamos com calma.  Marchionne apresentará, no dia primeiro de junho, a ampla transformação na produção na Itália. Inesperadamente, há algum tempo, a empresa informou ao mundo que deixará de fabricar carros de baixo custo, como o Punto e Mito. E foi com a finalidade de investir em modelo de luxo é a fabricante tomou essa medida.

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A empresa conta com uma fábrica histórica em Turim, bem como outra próxima de Nápoles. De acordo com a Fiat as duas serão reformadas para fabricar os novos Maserati e Jeep, a princípio.  A produção do Panda será transferida para a Polônia, afirmaram.

Em primeiro lugar, as mudanças nas raízes italianas completariam a guinada da companhia fundada em 1899; de tal sorte que cresceu até se tornar um símbolo industrial no país pós-guerra. De fato, o Fiat 500 subcompacto foi um dos mais aclamados pelos consumidores que – finalmente – poderiam adquirir um carro.

Com o intuito de criar novas diretrizes, o projeto estratégico destina-se a transferir a produção de carros premium para a Europa Ocidental. Todo o projeto baseia-se no aumento das vendas de Jeeps pelo mundo e na troca de modelos a diesel para carros elétricos híbridos.

Contudo, Marchionne de 65 anos deixará a posição de CEO em 2019. Ele afirma que não vê futuro na fabricação de carros de baixo custo em países europeus – principalmente com salários altos. Diz ainda que ‘parte do setor automotivo corre sério risco de ser comoditizada.

 

Fonte: Valor
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Ford desiste de vender carros nos EUA

Embora seja a segunda maior fabricante de veículos norte-americana – bem como uma das mais queridas no mundo, a Ford decidiu tirar alguns modelos de linha na América do Norte.

Em síntese, a fabricante anunciou que pretende retirar modelos tradicionais como Fiesta, Fusion e Focus de linha até 2020. A princípio o motivo parece ser que ‘os carros trazem somente prejuízo à empresa’.

Portanto, a linha [para os EUA, Canadá e México] seria formada então por 90% SUVs, picapes e crossovers. Assim, seria mantida a produção do esportivo Mustang e do crossover Focus Active. Em segundo lugar, o Focus Active, acaba de ser apresentado ao mercado europeu.

Eventualmente, o foco da linha certamente permanecerá no mercado para fins de eletrecidade. Ainda assim, há promessas para um esportivo elétrico com alto desempenho já para 2020. Outros 16 novos modelo EV também são promessas para o mesmo ano.

Durante seu comunicado, a fabricante não informou que qual modo tais mudanças poderão afetar o mercado nacional. Mas, ao ser procurada para entrevistas, os representantes da Ford no Brasil afirmam que ‘não comentarão sobre estratégias mercadológicas futuras‘.

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Embora o Fusion, importado do México, lidere o segmento de sedãs grandes, com o fim da produção não se sabe ao certo como ficará o mercado para esse modelo. O sedã poderá ser importado de outro mercado ou, simplesmente, deixar de ser vendido por aqui também.

Em dados, a Fenabrave apresentou em 2017 o modelo que emplacou 4,4 mil unidades. O Fusion superou e muito o segundo colocado, VW Passat, que contou somente com 545 unidades vendidas.

Com a permanência do Fiesta, fabricado na unidade de São Bernardo do Campo (SP), há incógnitas no ar. Não há nenhuma nova geração do hatch sendo vendida pela Europa ou qualquer outro mercado.

Além disso tudo, o Fiesta conta com participação reduzida no mercado. No acumulado anual, emplacou somente 4 mil unidades até agora – o que soma um terço das vendas do Argo e Polo.

 

Fonte: Quatro Rodas

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Como estão os carros elétricos?

Eles estão bem. Não apenas bem, mas mais do que isso na verdade. Seja como for, nesse hiato, os problemas dos carros elétricos continuaram. Por mais que estejam no topo das tecnologias mais estudadas atualmente, eles enfrentam ainda os mesmos problemas do passado.

Assim, temos então o dilema da falta de autonomia. Além disso, os altos valores das baterias não serão reduzidos com o crescente volume de produção. Muito pelo contrário, já que são dependentes de matérias-primas nobres, como lítio e cobalto. Esses componentes são amplamente utilizados em diversos eletrônicos e elétricos, como smartphones.

Não apenas, são utilizados outros materiais de custos igualmente elevados: como o níquel e cádmio. A fim de referências, temos a China como o país que mais vende carros elétricos – e está nos Estados Unidos sua mais badalada fábrica: a Tesla.

A China hoje ocupa o primeiro lugar em vendas e o segundo em investimentos em eletrificação veicular [perdendo somente para a Noruega]. O país já conta com quase duzentas mil estações para recarga. Além disso, a venda de elétricos/híbridos corresponde a metade de todo o volume anual vendido no planeta – 750 mil unidades.

Os chineses adquiriram aproximadamente 400 mil carros elétricos no ano passado. Nas principais cidades chinesas, a licença para circular com carros novos é obtida através de leilão, loterias específicas ou pagamento de altos impostos. A menos, é claro, que sejam carros elétricos.

Baterias dos Carros Elétricos

Por lá, ainda há uma compensação: o governo aderiu a um sistema de cotas para premiar os fabricantes de elétricos. Assim, eles venderão créditos de carbono aos fabricantes de veículos à combustão.

Também há incentivos indiretos, como a subida das ações da BYD em agosto de 2017. Isso foi logo após o governo anunciar a ideia de banir os carros à combustão dos centros urbanos entre 2030 e 2040.

Ainda que com crescente volume nas vendas, os carros elétricos chineses também sofrem muito. Como dito anteriormente, os problemas são os mesmos do passado: custo, peso, baixa autonomia e elevado tempo para recarga.

Ao contrário do país oriental, as fábricas norte-americanas de carros elétricos não são sócias de estatais. E por esse motivo é que sofrem tanto com o pioneirismo. Várias delas já declararam falência, mas a Tesla – por exemplo, não imaginava tantos problemas para iniciar a produção em larga escala de seu primeiro carro de grande volume: o Model 3.

 

Fonte: Auto Papo

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